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Para Refletir e Viver : Conclusões sobre as bem-aventuranças
em 14/09/2009 21:52:00 (1403 leituras)

Nas 8 semanas anteriores, refletimos sobre as bem-aventuranças, segundo o evangelho de Lucas, que narra como Jesus começa de forma supreendente o "Sermão da Montanha". Ele não chama à conversão nem ameaça com castigos. Ele começa proclamando as bem-aventuranças. Vimos que por meio delas, nos são apresentados diferentes grupos de pessoas que serão capazes de captar sua mensagem e pô-la em prática. São a "terra boa que dará o 30, o 60, ou o 100 por um"; a gente simples que agradece a revelação de Jesus.

As bem-aventuranças, não são um código de conduta moral que diz: "você tem que agir assim se quiser ser cristão". Elas são uma exposição de situações e de atitudes diante da vida que permitem que as pessoas entendam o evangelho e se entusiasmem com as palavras de Jesus.

Por exemplo, as bem-aventuranças não dizem: "sofra, para poder entrar no Reino de Deus". O que dizem é: "se você sofrer, não pense que o seu sofrimento é absurdo. Ele lhe permite entender o evangelho e seguir Jesus". Não dizem: "procure fazer que o despojem de seus bens para poder agir de forma não-violenta". Dizem: "Se você responder à violência com não-violência, não pense que é estúpido; considere-se feliz porque age como Jesus". Não dizem: "Procure fazer com que o persigam por ser fiel a Deus". Dizem: "Se o perseguirem por ser fiel a Deus, você é feliz, porque está dentro do Reino de Deus".

Porém, ao se tratar dos valores que Jesus estima, não há dúvida de que as bem-aventuranças se convertem também num modelo de vida que devemos esforçar-nos para imitar. Depois do que diz Jesus, não podemos permanecer indiferentes diante de atitudes como: prestar ajuda, não-violência, trabalho pela paz, luta pela justiça, etc. O cristão deve fomentar essa conduta.

Se você não leu as bem-aventuranças que tratamos aqui, visite o nosso "Para Refletir e Viver".

Para Refletir e Viver : "Felizes os que vivem perseguidos por sua fidelidade, porque esses têm a Deus por rei" (Mt 5,10)
em 07/09/2009 21:06:17 (1090 leituras)

Esta bem-aventurança também é conhecida como: "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reido dos Céus". Ela trata das pessoas que, por buscar a fidelidade a Deus, sofrem graves perseguições. O maior exemplo é o próprio Cristo, que pela fidelidade a Deus, foi criticado, difamado, acusado e condenado à morte. Jesus sabia, entretanto, que muitos outros depois dele teriam a mesma postura. Estes, em algum momento, podem sentir-se abatigos, podem pensar que estão mantendo uma postura demasiado heróica, e ter a tentação de deixar tudo e assumir um comodismo na vida. Menos fidelidade a Deus, menos problemas.

Jesus anima a estas pessoas dizendo que "têm a Deus por rei". Este tema é tão importante, que continua sendo tratado nos versículos seguintes, com palavras muito exigentes.

"Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem
e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus,
pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós."
(vv. 11-12)

Para Refletir e Viver : "Felizes os que trabalham pela paz, porque Deus os chamará seus filhos" (Mt 5,9)
em 30/08/2009 10:58:59 (1419 leituras)

Esta bem-aventurança é mais conhecida como: "Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus". O termo "pacífico" não é a tradução mais exata, pois sugere uma atitude passiva, de gente que não cria problemas nem os alimenta. Jesus, entretanto, fala claramente de uma postura ativa: "os que trabalham pela paz". De certa maneira, esta bem-aventurança está relacionada com a dos não-violentos, e vai mais além. Trata das pessoas que lutam pela paz, tentando transmitir este sentimento àqueles que os rodeiam.

A palavra "paz", engloba muitos aspectos. Não trata somente da paz política entre as nações, ou da paz social, dentro do próprio país. Ela abarca a paz com Deus, com a família, e as boas relações de todo tipo. Inclui-se também o bem-estar individual e social.

Lutar por tudo isto requer um altíssimo grau de desprendimento, de entrega a Deus e ao próximo. Novamente, pode-se passar por tolo e utópico, por não levar em conta a realidade da vida. Mas Jesus os bendiz, porque "a esses Deus os chamará filhos seus", e farão parte da comunidade.

Para Refletir e Viver : Felizes os limpos de coração, porque verão a Deus (Mt 5,8)
em 24/08/2009 17:51:48 (1025 leituras)

Pelo fato que algumas vezes se traduza como "os puros de coração", pode-se pensar que a bem-aventurança se relacione com a pureza e a castidade. Seu sentido, porém não é exatamente este. Ela parece inspirada no Salmo 24, onde se pergunta:

"Quem pode subir à montanha de Iahweh?
Quem pode ficar de pé no seu lugar santo?"
(v.3)

Em outras palavras: Quem pode entrar no Templo para "ver a Deus"?. A resposta é:

"Quem tem as mãos inocentes e o coração puro,
e não se entrega à falsidade,
nem faz juramentos para enganar"
(v.4)

Seguindo esta idéia, o que caracteriza os limpos de coração não é a pureza nem a castidade, mas o fato de manter em sua vida uma postura de amor à Deus e ao próximo. Amor à Deus, que exclui toda forma de idolatria; e amor ao próximo, que exclui toda forma de injustiça.

Por isso, o "limpo de coração" tem também as "mãos inocentes" e não "jura em falso". O Salmo 15, apresenta resposta semelhante à pergunta sobre quem pode se apresentar ao Templo do Senhor:

"Quem anda com integridade
e pratica a justiça:
fala a verdade no coração
e não deixa a língua correr;
não faz mal ao seu próximo
e não difama seu vizinho."

Este é um grupo de pessoas que muitos estimam e respeitam: as pessoas que praticam a justiça e se entregam plenamente à Deus. Este grupo, entretanto, pode encontrar forte oposição quando sua atitude se converte em reprovação para alguns ou quando o leva a se negar a comportamentos injustos. Nesta hora, o que pratica a justiça pode ficar marginalizado e até ser atacado. O que quer ser fiel a Deus e não prestar culto aos muitos ídolos que nos rodeiam (o dinheiro, o poder, a mentira...) também será perseguido.

Mas Deus proclama felizes estas pessoas, "porque verão a Deus", não só na outra vida, mas nesta. Não se trata de "visões", mas da constante presença de Deus, dando-lhes força e companhia.

Para Refletir e Viver : "Felizes os que prestam ajuda, porque vão receber ajuda" (Mt 5,7)
em 16/08/2009 22:46:31 (1088 leituras)

O quinto grupo é o que se entende e se aceita com mais facilidade, uma vez que qualquer pessoa valoriza aos que ajudam ao próximo. Entretanto, tomada a sério, é muito dura. Porque não se trata de prestar ajuda em um momento específico da vida, quando algo o impulsiona, mas de renunciar à própria comodidade e colocar a vida a serviço dos outros. Conhecemos várias pessoas que vivem deste modo e acabam sendo incompreendidas, até por sua família e amigos, como se exagerassem, como se fizessem além da conta. Podem passar por tolas e até irritar muitas pessoas.

Jesus diz a estas pessoas que têm muita sorte porque "receberão ajuda" quando tiverem necessidade, isto é, Deus a ajudará, e porque sua atitude é das que permitem entrar no Reino.

Para Refletir e Viver : "Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados" (Mt 5,6)
em 09/08/2009 10:58:02 (809 leituras)

A palavra "justiça", no contexto do Evangelho, não significa a justiça social, como pensamos hoje. Na conotação evangélica, poderíamos enteder o versículo como: "bem-aventurados os que tem fome e sede de serem fiéis a Deus, de cumprierem a vontade de Deus...". Qualquer pessoa religiosa, deseja ser fiel a Deus e cumprir sua vontade. Jesus, porém, fala dos que "têm fome e sede", isto é, dos que estão ansiosos por viverem desta maneira, o que não é uma tarefa fácil, e exige muito sacrifício.

Mateus conta em seu evangelho, conta dois capítulos antes, um caso concreto relacionado com esta atitude. Jesus chega ao Jordão para que João o batize e se coloca atrás das pessoas que estão na fila diante do Batista, que são aquelas que se reconhecem pecadoras. João, não aceitando tal situação, lhe diz: "eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?". E Jesus lhe responde: "Deixa-me, pois assim nos convém cumprir tudo o que Deus quiser". O termo grego empregado neste caso é o mesmo da bem-aventurança (dikaiosyne - cumprir tudo o que Deus quiser). Jesus aceita a vontade misteriosa de Deus, embora tenha aparecer publicamente como um pecador a mais, e o faz porque tem fome e sede de ser fiel a Deus. Também no evangelho de João, em outras palavras, é dito a mesma coisa, quando Jesus afirma a seus discípulos, depois de falar com a samaritana: "Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou" (Jo 4,34).

Jesus proclama esta bem-aventurança pensando nas pessoas que, como ele, estão ansiosas por serem fiéis a Deus. Sabe que isto lhes trará dificuldades, inclusive angústias de consciência, mas lhes promete que sua fome e sede "serão saciadas". E os proclama felizes porque podem entrar a formar parte da comunidade cristã.

Para Refletir e Viver : "Felizes os não-violentos, porque herdarão a terra" (Mt 5,5)
em 01/08/2009 21:50:00 (830 leituras)

A terceira bem-aventurança, fala de um assunto muito atual. Este versículo, é mais conhecido como "bem-aventurados os mansos". Diante de tanta violência, Jesus exalta as pessoas não-violentas. Este trecho, parece inspirado no Salmo 36, onde se coloca o problema de pessoas honradas que, por causa de gente malvada e poderosa, viram-se desprovidas de suas terras e de seus bens. A reação natural, como diz o Salmo, é deixar-se tomar pela indignação e adotar atitudes violentas. Entretanto, o Salmo aconselha:

"Deixa a Ira, abandona o furor,
não te irretes: só farias o mal;
porque os maus vão ser extirpados
e quem espera em Iahweh possuirá a terra."
(Sl 36, 8-9)

No Salmo, é repetida sete vezes a idéia de "possuir a terra". Por conseguinte, a atitude que defende diante da injustiça é a de não-violência e de esperança em Deus. Jesus viveu numa época muito violenta e num país dominado pelos romanos, e falou muito em não-violência. Esta mensagem ganhava especial significado na Galiléia, onde, com freqüência, aconteciam movimentos revolucionários. Os "pacifistas", contrários à utilização de armas, eram malvistos, e até desprezados pelo povo. No entanto, Jesus os proclama felizes, porque está convencido que sua atitude é a única válida diante do grave problema das injustiças e porque eles compreenderão e aceitarão sua mensagem de "oferecer a outra face a quem te fere" e de embainhar as espadas, porque "quem pela espada mata, pela espada morre".

Mas o sentido desta bem-aventurança não se esgota aí. Em Mt 11,29, Jesus define a si mesmo como "manso" (praús), no contexto da não-violência religiosa. Jesus encontrou com freqüência gente que se sentia "subjugada e oprimida" pelo pesado jugo de normas e leis que lhe impunham as autoridades religiosas (escribas e fariseus), que "amarram fardos pesados e os põem sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos nem com um dedo se dispõem a movê-los" (Mt 23,4). Esta gente violenta, usa como arma normas e decretos. Jesus traz a idéia que Deus não quer oprimir, mas trazer um alívio. Por isso, ele oferece um jugo suave e uma carga leve (Mt 11,28-30).

Sabemos o quanto Jesus sofreu em razão disto, porque não observava o sábado, porque criticava as tradições dos fariseus, porque condenava os legalistas. Ele sabia, que quem adotasse a mesma postura também seria criticado e perseguido. Por isso, os anima proclamando-os bem-aventurados.

Para Refletir e Viver : "Felizes os que sofrem, porque eles são consolados" (Mt 5,4)
em 26/07/2009 12:30:00 (1087 leituras)

“Iahweh enviou-me a anunciar a boa notícias aos que sofrem, a curar os quebrantados de coração, e proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos, a proclamar um ano aceitável a Iahweh, (...) a fim de consolar todos os enlutados (ou, a fim de pôr aos enlutados de Sião...); a fim de dar-lhes um diadema em lugar de cinza, e óleo de alegria em lugar de luto, uma veste festiva em lugar de um espírito abatido” (Is 61, 1-3).

Nota-se que “os que sofrem” são “os aflitos de Sião”, ou seja, o povo judeu. Tal sofrimento se deve à dura opressão a que foram submetidos na Babilônia. As palavras de Jesus “felizes os que sofrem, porque vão receber consolo”,  talvez faça referência a seu povo, submetido novamente à escravidão dos romanos.

Um outro aspecto, talvez mais importante, não pode ser descartado. Jesus sabe da grande quantidade de sofrimento que invade o mundo, e do medo terrível que as pessoas têm de sofrer. Quem sofre se sente em muitos momentos abandonado por Deus e pelas pessoas. Pode ter a sensação que sua desgraça nunca acabará.

Jesus diz que esta dor não passa despercebida por Deus, e que um dia haverá o “consolo” definitivo. Mostra ainda que este sofrimento capacita as pessoas a entender a mensagem do Evangelho e a atitude de Jesus, que sofreu até a morte, levando as pessoas a comprometerem-se com ele.

Para Refletir e Viver : "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque esses têm a Deus por rei" (Mt 5,3)
em 20/07/2009 02:50:00 (1060 leituras)

Tradicionalmente, se usa "pobre DE espírito" ao invés de "pobre EM espírito". Devemos evitar a primeira tradução, pois "pobre de espírito" acabou significando em português algo como "mesquinho", "insignificante". Jesus porém, não se refere a essas pessoas.

Os ouvintes de Jesus nesta passagem são uma multidão de gente pobre e simples, vindos de todas as partes. O que entenderia um deles ao ouvir estas palavras? No contexto nacionalista e revolucionário da Galiléia, não era estranha a exaltação dos pobres, típica do Antigo Testamento. O que chama a atenção é que se acrescente "um espírito". Significa que o importante não é somente a pobreza material, mas também a atitude interior. Jesus não proclama feliz o pobre, sem motivo aparente, mas o pobre que não quer ser igual aos ricos. O sentido da bem-aventurança é, portanto, "os pobres por decisão", opondo-se aos "pobres por necessidade". Esta é a interpretação que Jesus propõe em Mt 6,24, a opção entre dois senhores: Deus e o dinheiro".

Estes pobres são os que, em razão de uma longa experiência da miséria econômica e social, aprenderam a não contar senão com a salvação de Deus. Trata-se de uma condição humana material e espiritual ao mesmo tempo. Não têm nada a dizer nem nada a esperar da sociedade.

Em uma linha mais espiritual, são proclamadas felizes as pessoas que se reconhecem pobres diante de Deus. O pobre sabe que não pode subsistir por si próprio. Ele depende da ajuda alheia, e ao mesmo tempo, não pode exigir essa ajuda como um direito. Estende a mão por saber que os outros não tem obrigação de ajudá-lo. Assim, o que se reconhece pobre diante de Deus, sabe que não pode subsistir por si só, e que depende da misericórdia do Senhor, sem poder exigir nada.

Por mais obras de piedade que se realize, por muitas esmolas que dê, por mais que se reze, por mais que tente ser fiel a Deus, continua considerando-se pobre, necessitando de perdão e misericórdia.  Encontramos esta atitude muito bem refletida no publicano da parábola, que reza humildemente no fundo do templo: "Meu Deus, tem piedade de mim, pecador". Considera-se pecador mesmo tendo feito muitas coisas boas, tendo cumprido bem o seu difícil ofício, não sendo injusto e rezando com freqüência. O perigo que estas pessoas podem correr é o de serem tão humildes, considerando-se tão sem méritos próprios, que até cheguem a pensar que são pouca coisa para Deus. Jesus os anima dizendo-lhes que sua atitude é a que Deus mais estima, e que podem sentir-se felizes, porque terão a Deus por rei, podem entender o Evangelho e formar parte da comunidade dos discípulos.

Como a formulação de Mateus é ambígua, convém não descartar nenhuma destas possíveis interpretações: a humildade diante de Deus ou a escolha da pobreza como forma de vida. De qualquer maneira, em geral, se pensaria que as estas pessoas estão loucas ou vivem de ilusões. Mas Jesus diz que eles têm muita sorte.

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