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Para Refletir e Viver : "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque esses têm a Deus por rei" (Mt 5,3)
em 20/07/2009 02:50:00 (1097 leituras)

Tradicionalmente, se usa "pobre DE espírito" ao invés de "pobre EM espírito". Devemos evitar a primeira tradução, pois "pobre de espírito" acabou significando em português algo como "mesquinho", "insignificante". Jesus porém, não se refere a essas pessoas.

Os ouvintes de Jesus nesta passagem são uma multidão de gente pobre e simples, vindos de todas as partes. O que entenderia um deles ao ouvir estas palavras? No contexto nacionalista e revolucionário da Galiléia, não era estranha a exaltação dos pobres, típica do Antigo Testamento. O que chama a atenção é que se acrescente "um espírito". Significa que o importante não é somente a pobreza material, mas também a atitude interior. Jesus não proclama feliz o pobre, sem motivo aparente, mas o pobre que não quer ser igual aos ricos. O sentido da bem-aventurança é, portanto, "os pobres por decisão", opondo-se aos "pobres por necessidade". Esta é a interpretação que Jesus propõe em Mt 6,24, a opção entre dois senhores: Deus e o dinheiro".

Estes pobres são os que, em razão de uma longa experiência da miséria econômica e social, aprenderam a não contar senão com a salvação de Deus. Trata-se de uma condição humana material e espiritual ao mesmo tempo. Não têm nada a dizer nem nada a esperar da sociedade.

Em uma linha mais espiritual, são proclamadas felizes as pessoas que se reconhecem pobres diante de Deus. O pobre sabe que não pode subsistir por si próprio. Ele depende da ajuda alheia, e ao mesmo tempo, não pode exigir essa ajuda como um direito. Estende a mão por saber que os outros não tem obrigação de ajudá-lo. Assim, o que se reconhece pobre diante de Deus, sabe que não pode subsistir por si só, e que depende da misericórdia do Senhor, sem poder exigir nada.

Por mais obras de piedade que se realize, por muitas esmolas que dê, por mais que se reze, por mais que tente ser fiel a Deus, continua considerando-se pobre, necessitando de perdão e misericórdia.  Encontramos esta atitude muito bem refletida no publicano da parábola, que reza humildemente no fundo do templo: "Meu Deus, tem piedade de mim, pecador". Considera-se pecador mesmo tendo feito muitas coisas boas, tendo cumprido bem o seu difícil ofício, não sendo injusto e rezando com freqüência. O perigo que estas pessoas podem correr é o de serem tão humildes, considerando-se tão sem méritos próprios, que até cheguem a pensar que são pouca coisa para Deus. Jesus os anima dizendo-lhes que sua atitude é a que Deus mais estima, e que podem sentir-se felizes, porque terão a Deus por rei, podem entender o Evangelho e formar parte da comunidade dos discípulos.

Como a formulação de Mateus é ambígua, convém não descartar nenhuma destas possíveis interpretações: a humildade diante de Deus ou a escolha da pobreza como forma de vida. De qualquer maneira, em geral, se pensaria que as estas pessoas estão loucas ou vivem de ilusões. Mas Jesus diz que eles têm muita sorte.



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